Conclusão  escrito em sábado 30 agosto 2008 23:32

Há mais de duzentos anos atrás, transformações na Europa ocasionaram mudanças significativas na história brasileira. Elas foram responsáveis pela fuga da Família Real portuguesa, que se estabeleceu no Brasil num período de treze anos. [1] A vinda da corte e as suas conseqüências formam o objetivo principal desta pesquisa, que visou o desenvolvimento do Trabalho Interdisciplinar deste ano (2008).

Com a realização deste “blog”, chegamos à conclusão que essa transferência ocasionou diversas mudanças no Brasil e em Portugal, além de alterar alguns planos franceses e de seguir os desejos ingleses. Singelas ou grandiosas, os resultados apareceram em épocas diferentes, proporcionando progresso, dívida externa brasileira, e indiretamente a independência do Brasil.

Portugal procurava construir em terras brasileiras um lugar confortável, o mais parecido possível com a Europa. Também sofria com as pressões inglesas, nação essa que financiou a vinda da comitiva. Para solucionar seus interesses, ambos precisavam que essa terra americana não fosse mais uma colônia, assinando a abertura dos portos às nações amigas. Este acordo significava o fim do exclusivo colonial e, por conseguinte, do colonialismo. Esta foi a primeira mudança de muitas realizadas por dom João VI.

Ao dizer que os reis tiveram noves filhos juntos, pode nos levar á falsa idéia de que eles se amavam ou no mínimo respeitavam-se; porém, viveram a maior parte do casamento em palácios separados, e brigavam freqüentemente. Além de Carlota conspirar constantemente contra o marido. [2]

Com a vinda da corte portuguesa, o Rio de Janeiro passou a abrigar um grande número de pessoas. Assim, com emergência e aliado às facilitações que o poder exerce, criou-se uma forma de desapropriação dos imóveis, capazes de acomodar as necessidades reais. Funcionários da corte passaram a escrever “PR” na frente de algumas casas cariocas. A sigla significa “príncipe regente”, mas foi traduzida como ”ponha-se na rua” pelos brasileiros. Essa prática mostra a clara relação entre metrópole e colônia, na qual os portugueses tinham mais direito do que os cariocas, tirando milhares de pessoas das suas casas num prazo de setenta e duas horas. [3]

Alguns hábitos na colônia surpreendiam os estrangeiros. Como o costume, dos nobres, de levar a sua própria faca aos jantares. Quem estanhou isso foi o comerciante inglês John luccock, que com seus registros pessoais ajuda ao brasileiro a entender a sua própria história. Além dele, vieram para o Brasil diversos estrangeiros que queriam lucrar e/ou conhecer a região. [4]

Se tudo isso não tivesse acontecido, o Brasil provavelmente seria dividido em diversas partes, as quais teriam como afinidade apenas o idioma. Antes o Brasil era uma colônia portuguesa que não tinha as suas fronteiras bem definidas, e entre os seus moradores não havia o sentimento de identidade nacional. [5] Contudo, quando a corte retornou para Portugal, em 1821, um novo país estava pronto para caminhar sozinho, sem a tutela portuguesa. O resultado foi a sua independência, em 1822.

Durante as comemorações do “bicentenário da vinda da corte portuguesa”, devemos divulgar a “verdadeira história”. Mostrar os personagens principais como foram, seus defeitos e qualidades, a parte boa e ruim desta grandiosa comitiva que veio ao Brasil a fim de fugir de Napoleão, e nessas terras formaram um “novo Portugal”.

A realização deste trabalho foi muito difícil, mas trouxe uma grande satisfação para todos, pois realmente aprendemos. Agora, conhecemos e entendemos mais a nossa história. Adquirimos um conhecimento que jamais esqueceremos. Nós gostaríamos de agradecer a ajuda dos professores orientadores e ao incentivo de todas as pessoas que comentaram neste “blog”, todos foram muito importantes para a realização deste trabalho.

 

1. http://ti2008.spaceblog.com.br/186511/Em-1808-eles-vieram/

2. http://ti2008.spaceblog.com.br/178726/Conspiracoes/

3. http://ti2008.spaceblog.com.br/181333/Ponha-se-na-Rua/

4. http://ti2008.spaceblog.com.br/181287/Cada-um-com-a-sua-faca/

5. http://ti2008.spaceblog.com.br/186511/Em-1808-eles-vieram/

 

 

Postado por: Luiza

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Em 1808, eles vieram...  escrito em sexta 29 agosto 2008 16:07

 

"O contato com o mundo exterior despertou a colônia entorpecida: introduziram-se nova gente, novo capital e novas idéias. Como conseqüência, os brasileiros acharam que seu destino era maior e mais importante." (Alan K. Manchester).

 

Antes de falar das causas ou da importância da vinda da Família Real portuguesa para o Brasil, é necessário entender aspectos fundamentais da situação mundial anterior. Na Europa, ocorreu a Revolução Francesa em 1789 (até 1799), foi um movimento que teve como causa o agravamento da crise econômica e social daquela época. Tal situação aconteceu com o empobrecimento da nobreza e a ascensão da burguesia; aumento da miséria do campesinato; intensificação do absolutismo; e a exigência popular da uniformidade dos “pesos e medidas”.

O processo revolucionário francês obteve repercussão continental. Por conseguinte, foi formada uma coalizão por países europeus: Prússia, Rússia, Áustria e Inglaterra. Estes temiam a expansão das manifestações liberais burguesas em seus territórios. Mas, a nação inglesa não tinha apenas um objetivo, ela também pretendia impedir o crescimento político-econômico da França no cenário mundial, o que poderia ameaçar a hegemonia econômica inglesa.

A partir de então, ocorrem diversos combates entre o exército francês e o da coalizão. Napoleão conseguiu vitórias expressivas (seu exército era superior), mas o avanço das tropas foi barrado pelo poderio naval da Inglaterra (melhor marinha da época). Logo, a única forma de atingir os ingleses era interferindo em sua economia. Em 1806, a França decreta o Bloqueio Continental contra a Inglaterra, o qual proibia que os demais países da Península Ibérica e do Império Russo fizessem comércio com o reino britânico.

Com exceção de Portugal, quase a totalidade dos países aderiu ao boicote. Os lusos tinham uma estreita ligação econômico-militar com a Inglaterra, assim negaram-se a aderir ao bloqueio. Diante da crescente ameaça francesa, Dom João negociou um acordo secreto com a Grã-Bretanha. Declarou-se adepto às exigências francesas e tomou atitudes “de fachada” nesse sentido.

 A trama organizada pela França ocasionou um grande prejuízo à economia inglesa. A saída encontrada foi o aumento do comércio com as colônias americanas; para isso, a Coroa britânica enviou lorde Strangford até Lisboa. Em terras lusas ele transmitiu o ponto de vista da sua sorte, que colocava duas alternativas: permanecer em Portugal e ficar sujeito ao domínio napoleônico ou retirar-se para o Brasil.

Vislumbrando ser a melhor opção e temendo pela própria sobrevivência, a família real portuguesa decidiu deixar Lisboa e, no final de novembro de 1807, embarcou para o Brasil.

Após uma forte tempestade, a comitiva foi dividida. Assim, em janeiro de 1808, o navio que trazia D. João aportou em Salvador, e já em terras coloniais o príncipe regente assinou um decreto abrindo os portos brasileiros. Essa atitude significava o fim do pacto colonial, pois assim não existiria mais o exclusivo metropolitano. Desde esse dia, os navios das “nações amigas” (ingleses) poderiam fazer comércio com o Brasil. Apesar disso, de acordo com a Carta Régia, a medida tinha caráter provisório e poderia ser revogada quando a normalidade retornasse à Europa.

Já no Rio de Janeiro, D. Maria I revogou o alvará de 1785, que não permitia manufaturas na colônia, ampliando a liberdade econômica. E em pouco tempo a administração das terras brasileiras foi reorganizada: houve a fundação do Banco do Brasil; a criação de três ministérios, para cuidar dos assuntos relacionados às guerras e aos estrangeiros, outro para a marinha e um terceiro para “fazenda e interior”; a instalação da Junta Geral do Comércio; a criação do Jardim Botânico do Rio de Janeiro; a Imprensa Régia; início do “Tesouro Nacional” e a criação da Escola Naval do Rio de Janeiro.

Após a morte da rainha D. Maria I, o, até então, príncipe regente foi coroado rei. Este é um fato inédito na História, pois nenhum outro monarca europeu foi coroado em uma colônia. Com as condições do Congresso de Viena, todas as terras portuguesas passaram a chamar-se Reino Unido de Portugal Brasil e Algarves em 1815. Assim, o Brasil foi elevado à categoria de reino, com um novo status político.

Durante os treze anos em que a corte portuguesa morou no Rio de Janeiro, ocorreram mudanças profundas, aceleradas e decisivas como em nenhum outro momento da história brasileira. Nesta época, o Brasil deixou de ser uma colônia, atrasada e muito explorada, para se tornar um país independente, mesmo que ainda sofresse influências de outras potências.

O americano Roderick J. Barman, autor do livro “Brazil: the forging of nation”, fez algumas hipóteses de como seria o Brasil se a corte portuguesa não viesse para o Rio de Janeiro. Ele acredita que as diferenças regionais levariam à separação do território que hoje conhecemos como brasileiro. Os três países formados seriam: República do Brasil, incluindo Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo; República do Equador, abrangendo Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe; e as províncias do Norte, constituídas pelo Grão-Pará, Maranhão e pela Província do Rio Negro. Contudo, o Piauí tanto poderia permanecer fiel à Coroa portuguesa (ligado às províncias do Norte) como poderia aderir à República do Equador.

Enfim, percebe-se que a diferença seria de grande expressão, pois os conflitos regionais teriam sido maiores e sem um “governo forte” a separação entre eles era quase inevitável.

 

 

 

Fonte:

Livro: “História – uma abordagem integrada”, volume único, escrito por Nicolina Luiza de Petta e Eduardo Aparício Baez Ojeda, editora Moderna, segunda edição (2003).

Http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_VI_de_Portugal

Livro: “História do Brasil no contexto da história ocidental”, escrito por Luiz Koshiba e Denise Manzi Frayze Pereira. Editora Atual, oitava edição (2003).

http://www.multirio.rj.gov.br/portal/area.asp?box=N%F3s+da+Escola&area=Na+Sala+de+Aula&objeto=na_sala_de_aula&id=70218&id_rel=70217

Grande Enciclopédia Larousse Cultural, livro quatro, páginas 914 e 920. Editora Nova Cultural, primeira edição (1999).

http://www.educacional.com.br/reportagens/realezavirtual/default.asp

 

 

 

Postado por: Luiza.

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O que ainda não falamos...  escrito em sexta 29 agosto 2008 15:33

dom joão e Carlota Joaquina 

  • O casamento de D. João e Carlota Joaquina foi por procuração (um costume da realeza da época). Ele fez parte de um acordo político entre Espanha e Portugal. Ele também incluía o casamento da irmã de D. João, a infanta Mariana Vitória Josefa, com o infante Gabriel de Bourbon e Saxe, filho do então rei espanhol Carlos III.

  • Dom João viveu entre diversos conflitos e problemas familiares. Contudo, um escritor inglês que o conhecera, William Beckford, descreveu-o como uma pessoa dotada de senso humor e muito afável, além de pronunciar o seu português com pureza, perfeita dicção e elegância.

  • Durante um desentendimento com o então noivo, a princesa espanhola mordeu violentamente a orelha do português. Assim, a noite de núpcias foi “adiada por cinco anos”. A relação do casal sempre foi conturbada, fato que não impediu que eles tivessem nove filhos.

 

 dom joão

 

  • Para dom João, a notícia de que ele seria o próximo a assumir o trono português pegou-o de surpresa. Ele gostava de passar o tempo em conventos e de caçar, sempre viveu despreocupado e alheio aos negócios políticos, diferentemente de seu irmão D. José, seis anos mais velho, que se preparava desde a infância para tornar-se o monarca de Portugal. 

 

  • Dom João era considerado indeciso e fraco. Ele sempre procurou manter o seu país fora da guerra, “agradando” os dois lados.  Porém, a sua fuga demonstrou a astúcia do monarca português.

 

  •  No período em que Napoleão Bonaparte esteve preso em Santa Helena, esse francês ditou as suas memórias, nas quais fez um balanço de sua vida. Para dom João ele reservou uma frase simples e singela: “foi o único que me enganou”. 

 vinda da corte

 

  • No livro do historiador Patrick Wilken O, império à deriva: a corte portuguesa no Rio de Janeiro (Objetiva, 2005), está descrito que D. João teria ficado claramente deprimido. O autor cita o diplomata Pedro de Souza e Holstein, que descreveu como o príncipe estava ao voltar a Portugal: “mortificado pelas discussões domésticas e pelo aspecto tenebroso que ia assumindo o nosso horizonte político”.

 

  • A abertura dos portos, além de permitir o comércio das manufaturas, ocasionou um grande movimento de pessoas (especialmente europeus). Em pouco tempo, o Rio de Janeiro tornou-se um ponto de encontro de estrangeiros. Para lá iam estudiosos, comerciantes, cientistas, caixeiros-viajantes, artistas, e representantes comerciais. Se por um lado alguns vinham com a intenção de ganhar dinheiro rápido, outros vinham estudar a fauna e a flora local, as riquezas minerais, as populações das regiões tropicais e a geografia.

  

  • As expedições dos estrangeiros diversificavam as informações sobre determinadas áreas da Colônia, ainda pouco conhecidas. Os resultados eram novas formas de aproveitamento e de ocupação do interior, dando maiores possibilidades de desenvolvimento.

 gazeta do rio de janeiro

 

  • Nos primeiros anúncios da Gazeta do Rio de Janeiro, haviam anúncios de aulas de catecismo e até de aluguel de cavalos e carroças. Exemplo: "Vende-se um bom cavalo mestre de andar em carrinho. Quem o pretender comprar procure Francisco Borges Mendes, morador da esquina do Beco de João Baptista por cima de uma venda”.  

  • Antes da chegada da Família Real ao Brasil, a população do Rio de Janeiro era formada por dois terços de negros, mulatos e mestiços, com muitos traficantes de escravo, negociantes de ouro e diamantes, tropeiros, marinheiros e mercadores das Índias.

 trajes - 1808

 

  • No verão de 1808, a tendência era a Moda Império (de origem francesa). Em museus de Paris e Lisboa ainda há vestidos de cores claras, com decotes em forma de coração ou de um quadrado. O corte logo abaixo do busto, e a saia com um leve franzido. A moda, de certa forma, seguia a política: para os homens, estavam em alta as roupas com inspiração militar. 

 

  • Alguns hábitos trazidos com a corte eram exibidos nas missas de domingo, ou em noites de espetáculo do teatro São João. Em tais ocasiões, o símbolo de status era a quantidade de serviçais e escravos, os quais acompanhavam os seus senhores.  Porém, quem na tinha criados particulares os alugava nesses dias. "É um ponto de honra apresentar-se com um numeroso séquito (comitiva). Caminham solenes, a passos medidos, pelas ruas."

 

  •  Na “moda império” as mulheres deixaram de usar os espartilhos, mas não dispensavam o luxo. Em ocasiões especiais, usavam vestidos com bordados de fios de metais preciosos (principalmente o ouro), além da seda e dos detalhes em renda que estavam em alta. Se antes, as bolsas eram escondidas num buraco da saia rodada e, a partir dessa época, ela começou a ganhar importância no figurino feminino. Após a prisão de Napoleão, essa tendência, na Europa, é trocada pelas antigas saias exageradas. Porém, no Brasil ela continuou em alta por um longo período. “A Moda Império é uma moda sem armadilha: ela alonga o corpo feminino e deixa a mulher mais confortável; e faz com que ela tenha certa postura”, afirma Cláudio Rebello.

 

 baia de guanabara

  

  • "Nenhum porto colonial do mundo está tão bem localizado para o comércio geral quanto o do Rio de Janeiro", de acordo com o viajante John Mawe. A baía de Guanabara, protegida do vento e das tempestades, possui águas calmas, as quais serviram como abrigo para o reparo das embarcações e reabastecimento de suprimentos. O maior mercado de escravos das Américas foi para essa região. O porto carioca vivia cheio de navios negreiros, vindos da África. Segundo cálculos do historiador Manolo Garcia Florentino, mais que 850 mil escravos tinham passado por esse porto no século XVIII, (metade de todos os africanos trazidos ao Brasil nesse período).

 

  •  Em 1817 (quando o crescimento demográfico carioca foi bastante alto), o naturalista austríaco Tomas Ender, registrou uma tribo indígena perto de São Lourenço, não muito distante de onde residia o rei dom João.

  • Se antes de dom João vir ao Brasil, a saúde era precária; dez anos antes disso, era ainda pior. Em 1798, a Câmara do Rio de Janeiro propôs a um grupo de médicos um programa para acabar com as moléstias na cidade. Na relação feita pelo médico Bernardino Antônio Gomes, havia doenças como a elefantíase, hepatites, hemorróidas, dispepsia, e bicho dos pés. No inventário do cirurgião-mor Antônio José Pinto, morto em 1798, está as suas assustadoras ferramentas de trabalho, ele usava serrotes, torniquetes, tenazes e facas.

 instituto brasileiro de estudos monarquicos

 

  • O Instituto Brasileiro de Estudos Monárquicos criou o Prêmio Nacional da Imprensa Brasileira (Medalha do Mérito Dom João VI). Ele foi criado com o objetivo de homenagear pessoas que contribuem para o desenvolvimento e progresso do ser humano e da realidade.

  • Com o decreto assinado em treze de maio de 1808, D. João criou a Impressão Régia no Rio de Janeiro, com o objetivo de mostrar as informações oficiais do governo. Em dez de setembro, foi impresso o primeiro jornal no Brasil, chamado Gazeta do Rio de Janeiro.

 

 

Fonte:

Grande Enciclopédia Larousse Cultural, livro quatro, página 914. Editora Nova Cultural, primeira edição (1999).

http://www.multirio.rj.gov.br/historia/modulo02/viajantes.html

http://www.ibem.inf.br/joaovi/medalha.jpg

http://soteropolisfashion.blogspot.com/2008/03/moda-que-aqui-chegou-com-famlia-real.html

http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/corte-portuguesa-do-brasil/dom-joao-vi6.php

http://www.geneall.net/P/forum_msg.php?id=178903

http://soteropolisfashion.blogspot.com/2008/03/moda-que-aqui-chegou-com-famlia-real.html

http://www.imprensa.org.br/merito2004.htm

http://www.brown.edu/Facilities/John_Carter_Brown_Library/CB/domJoao_pt.htm

http://www.institutocamoes.org.br/index.php?categoryid=67&p2_articleid=397

 

 

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Brasiliano, Brasiliense ou Brasileiro?  escrito em quarta 27 agosto 2008 14:59

Brasileiro!

 

De acordo com o dicionário da língua portuguesa Larousse Cultural, brasileiro significa “do Brasil; natural ou habitante desse país.”, porém nem sempre essa expressão foi assim reconhecida. Durante a exploração do Brasil, usava-se essa designação como uma “alcunha dada pelos portugueses aos compatriotas que voltavam ricos do Brasil”, conforme o mesmo dicionário.

No início do século XIX, diversos panfletos e artigos publicados discutiam se a denominação correta era brasiliense, brasileiro ou brasiliano. O jornalista e dono do jornal Correio Braziliense (publicado em Londres), Hipólito José da Costa, atribuía aos indígenas o termo brasiliano. Brasilienses seriam as pessoas naturais do Brasil, já brasileiro seria o estrangeiro ou o português que se estabelecera na América portuguesa.

Contudo, com a primeira Constituição Política do Império do Brasil (1824), brasileiro passa a ser o termo usado para designar o natural do Brasil.

 

 

Fonte: Dicionário da língua portuguesa Larousse Cultural – edição: 1998

http://www.gita.ddns.com.br/mensagens/brasiliano.php

http://titaferreira.multiply.com/reviews/item/1003

 

 

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Confusões em alto mar  escrito em quarta 27 agosto 2008 14:46

chegada

 

Atravessar o Oceano Atlântico durante muitos anos era uma verdadeira aventura. As naus e fragatas portuguesas, que trouxeram a comitiva em 1808, eram antigas e mal equipadas, além de estarem com a lotação máxima. Isso, entre outros fatores, ocasionou uma viagem cheia de aflições e sofrimentos. Durante a travessia, as condições de saneamento eram precárias, muitos alimentos estragavam e a limpeza realizada não atendia às necessidades humanas. Também faltavam alimentos frescos, como frutas e carnes, o que ocasionou doenças (escorbuto pela falta da vitamina C) e a proliferação de pragas.

 

livro!

 

No livro do jornalista paranaense Laurentino Gomes, 1808 - Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil, há vários trechos sobre o cotidiano nas naus reais. Neles estão: a dificuldade encontrada ao passar pela zona equatorial, "Durante o dia, sob o sol equatorial, se transformavam em autênticas saunas flutuantes"; a forma de alimentação "biscoitos, lentilhas, azeite, repolho azedo e carne salgada de porco ou bacalhau. [...] ratos, baratas e carunchos infestavam os depósitos de mantimentos. A água apodrecia logo, contaminada por bactérias e fungos." e também como eram feitas as suas necessidades fisiológicas, "[...] usavam-se as cloacas, plataformas amarradas à proa, suspensas sobre a amurada dos navios, por onde os dejetos eram lançados ao mar".

No navio em que a princesa Carlota Joaquina viajava, Alfonso de Albuquerque, uma infestação de piolhos forçou as senhoras da corte a raspar os seus cabelos, lançando-os ao mar. Assim, untaram com banha de porco e pulverizaram com pó anti-séptico as suas cabeças, para proteger as carecas.

Ao desembarcar no Rio de Janeiro, as damas da corte, Carlota Joaquina e as suas filhas usavam turbante. Tal fato resultou num dos episódios mais “engraçados” da história da corte portuguesa no Brasil. Visto que as mulheres do Rio de Janeiro, ao ver as princesas com o lenço enrolado na cabeça, pensaram que essa seria a última moda na Europa. Pouco tempo depois, muitas delas passaram a cortar o cabelo e a usar turbante, a fim de imitar as nobres portuguesas.

 

filme de Carlota Joaquina no Brasil

 

Assim, na comédia histórica “Carlota Joaquina, Princesa do Brasil” (1995), que relata a chegada e a permanência da Família Real no Brasil, as mulheres da corte que desembarcavam no Rio de Janeiro usavam o turbante.

 

 

Fonte:

http://emendasesonetos.blogspot.com/2008/03/navegar-foi-preciso.html

1808: como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a história de Portugal e do Brasil de Laurentino Gomes. Editora: Planeta, 2008.

http://ramonnvieitez.blogspot.com/2008/06/familia-real.html

 

 

Postado por: Luiza

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